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E o Turismo em Boa Vista, Roraima? (Post 2/2)

Turisticamente falando, Boa Vista acaba sendo um ponto de apoio para os aventureiros que vão para o Monte Roraima. Foi uma pena não conhecer o Monte Roraima estando tão “perto” dele, mas fazer uma trilha de 6 dias para se chegar até lá não é a minha praia. 😉

Infelizmente, o estado não está preparado para o turismo. O que é uma pena, pois acredito que tem um super potencial para turismo ecológico. Praticamente não há informações à respeito.

Quase conheci a Serra do Tepequém que fica a 210km da capital (mal comparando com o o Rio de Janeiro, seria a região serrana deles) e possui várias cachoeiras. Porém, foi uma época em que meu marido trabalhava até no fins de semana, impossibilitando nossos passeios. Outro lugar que ouvi dizer que é muito bonito e com cachoeiras é o Uiramutã, mas muito longe e sem infra estrutura.

A capital, em si, possui monumentos e praças como pontos turísticos. A cidade de Boa Vista possui suas “praias” de rio na época da vazante do Rio Branco. Quando chegamos na cidade, era época da cheia e, quando fomos embora na época da vazante, já dava para ver os bancos de areia que formam as praias. Não experimentei suas praias de rio, mas fiz o passeio de barco pelo rio Branco para ver o pôr-do-sol. Passeio super agradável!

No bairro que morei em 2013 (Caçari), havia um parque bem legal chamado Bosque dos Papagaios, lugar onde animais maltratados por contrabando de animais, recebiam tratamento e repouso.

Para ler o outro post sobre Boa Vista, Roraima clique AQUI!

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4 Meses em Boa Vista, Roraima (Post 1/2)

Para quem não sabe, morei durante 4 meses em Boa Vista, Roraima, devido ao trabalho de meu marido. Fomos para lá pensando que ficaríamos até mais tempo, porém, cheguei no final de julho e parti no final de novembro de 2013.

À princípio, fiquei apreensiva, pois nunca havia imaginado morar em outro lugar que não fosse minha querida Niterói. Chegando lá, foi bem melhor do que imaginava. Aliás, o preconceito que carregamos, sem nem perceber, é terrível.

Boa Vista é a capital de Roraima, o estado menos populoso do Brasil. O estado inteiro tem praticamente o mesmo número de habitantes que Niterói! Boa Vista é a única capital do país a estar no hemisfério norte – para você ver como está longe! É mais fácil e rápido ir do Rio para a Argentina do que para Boa Vista! Apesar de ser uma capital planejada, Boa Vista tem características de cidade de interior. Isso é ruim? Depende do seu gosto. Se você quer fugir do trânsito infernal e da violência das grandes cidades, Boa Vista é uma boa opção, pois lá o trânsito é praticamente inexistente e a violência não se compara a das cidades grandes. Então, ainda é tranquilo para se criar filhos, por exemplo. Via pais e filhos nas pracinhas até tarde da noite! A cidade ainda não tem shopping e isso foi inusitado para nós… até meu marido que não gosta de shopping ficou com saudade, risos! Daí nossa mente preconceituosa pensa: então não tem lojas boas? Lógico que tem, mas não estão concentradas num shopping, estão espalhadas pela cidade. ATUALIZANDO: Hoje (2015), Boa Vista já possui 2 shoppings: Pátio Roraima Shopping e Roraima Garden Shopping.

Infelizmente, achei a oferta cultural escassa. Senti muita falta de ir ao teatro, por exemplo. Há um cinema na cidade com 9 salas, o Cine Super K. As salas não devem em nada no quesito conforto e tecnologia. A decoração é que é engraçada, pois é como se estivéssemos na casa dos Flintstones. Ah,  e todas as sessões são dubladas. Isso me matou! 😦 Mesmo assim, íamos praticamente toda semana, pois não tínhamos opções de lazer para nosso gosto.

O que mais fazíamos era comer, risos! 😉 E lá, come-se muito bem. Aliás, é mais barato comer fora do que fazer compras no supermercado! Uma prática muito comum na cidade é ir até Santa Elena de Uiarén (cidade venezuelana fronteiriça à 2 horas e meia de Boa Vista) para fazer compras, já que os produtos são muito mais baratos que em Boa Vista. ATUALIZANDO: Não sei se a realidade já mudou, mas logo depois que saí de Boa Vista, não estava mais valendo a pena fazer este tipo de compra em Santa Elena, pois o limite para passar pela alfândega estava muito baixo.

Dentre os restaurantes que frequentávamos, o Oscar (R. Major Carlos Mardel, 661 – Trinta E Um Marco Boa VistaRR) era o que tinha melhor custo benefício, pois um tambaqui (peixe de rio delicioso) dava para 4 pessoas e saía super barato para o casal.

A famosa costela de tambaqui do Oscar. Hum... só de lembrar já dá água na boca!

A famosa costela de tambaqui do Oscar. Hum… só de lembrar já dá água na boca!

O Navalho (restaurante português) tinha um filé à parmegiana maravilhoso e música ao vivo de ótima qualidade.

Música ao vivo de ótima qualidade e um bife à parmegiana divino!

Música ao vivo de ótima qualidade e um bife à parmegiana divino!

O Cajueiro era um point legal para a galera se reunir à noite. O Recanto da Peixada tinha o peixe à delícia (Dourado ou tambaqui com creme de leite e queijo) que faz jus ao nome!

Peixe à Delícia no Recanto da Peixada

Peixe à Delícia no Recanto da Peixada

Vivíamos, também, na pizzaria e creperia Vila Takuara. Comíamos um pastel muito bom e barato no Chefão Sanduicheria e Pastelaria . O almoço self-service de cada dia era, geralmente, no Trigo’s Gourmet. Para um lanche de fim de tarde durante a semana ou café da manhã no final de semana, a Tapiocaria Cangaço era uma ótima opção!

Ótima opção de café da manhã ou lanche do fim de tarde.

Ótima opção de café da manhã ou lanche do fim de tarde.

Música boa e ótimos petiscos na Água Doce Cachaçaria que vivia sempre lotada! A gelateria Dois 90 e o Brownie.com eram os lugares da perdição calórica!

Que tentação!!!!

Que tentação!!!!

No próximo post, falaremos sobre o turismo em Roraima. 🙂

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